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O Tribunal de Justiça comunica, com pesar, o falecimento do servidor Paulo Roberto e Silva, mais conhecido por todos pelo carinhoso apelido de “Paulinho”, 53 anos, ocorrido na madrugada desta segunda-feira (4/6). O velório já ocorre na Capela B do cemitério do Itacorubi, onde se dará o sepultamento, previsto para as 16 horas de hoje.
Paulinho, muito querido por todos, foi um dos servidores destacados na coluna Perfil do boletim eletrônico Veredicto de 21 de outubro de 2009, em sua 58ª edição. Abaixo a reprodução do texto, como última homenagem ao colega:
“Controlar a subida e a descida dos elevadores no Tribunal de Justiça, entre outras funções, integra o rol de afazeres cotidianos de Paulo Roberto e Silva, 50 anos, mais conhecido por Paulinho, Chefe da Seção de Condução e Manutenção de Elevadores desde 1991. Há 28 anos no TJ, Paulinho, antes de integrar o quadro de funcionários, trabalhava para uma empresa prestadora de serviços, na qual era encarregado de arrumar aspiradores de pó e ventiladores do Judiciário. Sempre com o bigode aparado e um rádio comunicador na mão, ele conta que já presenciou muita coisa no Palácio da Justiça.
Subiu de elevador com governadores, entre eles Pedro Ivo, Esperidião Amin e Paulo Afonso Vieira, sem contar embaixadores, deputados e outras autoridades. Nas enchentes que atormentaram o Estado, na última década, teve de sair de casa às 2 horas da madrugada de sábado, enquanto tirava férias, para subir os elevadores, pois o prédio estava com água à 40 cm de altura. Quando as pessoas ficam presas, o negócio é acalmá-las pelo interfone. O que aconteceu, inclusive, com o último presidente da casa, desembargador Francisco de Oliveira Filho.
Formas de carinho são vistas quando amigos entram nos elevadores e, às vezes, lhe mandam beijos e acenos através da câmera de segurança. Recentemente, também recebeu uma carta do desembargador Antônio Fernando do Amaral e Silva em reconhecimento aos trabalhos prestados. A aposentadoria está perto, mas Paulinho ainda não sabe se vai parar. “Ir pra casa pra fazer o quê? Aqui eu tenho muitos amigos, é minha segunda família”.
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